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Criança Celíaca: Os primeiros passos para uma boa relação

 “Descobri recentemente que meu filho é celíaco”. Essa é uma frase muito comum de muitas mães por todo o Brasil que as vezes acabam “caindo de paraquedas” nesse novo mundo. Se você ainda não conhece a doença celíaca, ela é genética e mantém-se por toda vida, as vezes inativa ou ativa. No caso quando ativa começa a interferir no processo de digestão e absorção dos nutrientes para a corrente sanguínea quando alimentos com glúten são ingeridos. O que é muito grave.

 

Por esse motivo é preciso buscar por alimentos que não contém glúten. E não só isso, ter acompanhamento de médico e também de uma nutricionista, para uma equilibrada e saudável alimentação. Mas além das preocupações de rotina que vêem no pacote, a parte psicológica dos pais e das próprias crianças deve ser avaliada com muito cuidado e amor. Trouxemos algumas dicas para ajudar você como parente o mãe/pai nessa situação. 

 

  1. Para começar: Uma boa conversa

Transparência total é necessária em uma primeira conversa. A criança mesmo que pequena, deve entender o que está acontecendo com o seu corpinho, e que agora a sua rotina e alimentação serão diferentes. Mas lembre-se! Sempre mostre de forma positiva tudo isso que está acontecendo, de maneira que a criança entenda como isso é bom e trará benefícios para ela.

Não precisa de hora marcada para conversar.  A ideia é que todos da família e amigos entendam o que o seu filho está passando e consigam colaborar de forma positiva com isso, sem frases que o desmotivem. Saiba! Não será apenas uma conversa, serão meses ou até anos de orientações e aceitação.

 

  1. Torne sua casa um ambiente neutro

Os pais nesse momento devem ser cautelosos na hora de fazer a compra do mercado. Pois produtos com glúten não podem ficar de fácil acesso para as crianças. Ou, de preferência, que não os tenham em casa, para ajudar o filho a se sentir seguro e tranquilo dentro de casa. Outro ponto importante é cuidar com a contaminação cruzada de alimentos, que acontece quando o produto possui traços de trigo porém é considerado sem glúten.

 

  1. Recompense seu filho por seguir a dieta

Uma opção interessante para começar uma relação saudável entre a criança e seu novo hábito de vida é criar proposta de recompensas pequenas. Conforme ele se mantém na dieta, resiste a alimentos proibidos e consegue lhe dar melhor com a situação no dia-a-dia, será recompensado com diversão, passeios e o que mais for adequado para os pais e do seu interesse. Assim ele se sentirá motivado a continuar e verá como pode ser bom e vantajoso se manter na dieta, até ele alcançar uma maturidade para entender que vai além do “querer” ou “dever”.  Mas por hora ele deve mesmo somente se preocupar com o seu papel de criança que é se divertir, ter bons momentos em família, aprender e descobrir.

 

  1. Ofereça outras alternativas

Quando a vontade de comer uma guloseima ou até mesmo um simples pão com queijo e presunto chegar vai ser difícil. Mas seja forte e tente contornar a situação oferecendo produtos que possam substituir aquele que ele deseja no momento. Positividade, leveza e amor na hora de propor uma melhor opção alimentar é essencial. Quanto mais ele compreender toda sua relação com a ingestão do glúten e sintomas, mais terá consciência e responsabilidade para não burlar a dieta, mesmo quando não tiver perto dos pais ou familiares e amigos que sabem do seu caso.  

Importante! Destaque ao seu filho como é bom e satisfatório se sentir melhor, graças as comidas sem glúten que ele vem consumindo.

 

  1. Informe-se sobre o assunto

A lei federal 10.674, de 2003, obriga que a indústria alimentícia informe, no rótulo dos produtos, se eles “contêm glúten” ou “não contêm glúten”. Assim facilita para que você consiga verificar de primeira o que pode ou não trazer para casa. Mas é indicado que você leia atentamente o rótulo de cada produto e pesquise sobre as empresas/marcas que os produzem.

O Sabor não será igual ao de um produto tradicional, mas com a tecnologia e avanço de hoje, os celíacos ganham, a cada dia, alternativas gostosas e nutritivas, principalmente ao evitar a farinha de trigo. Muitas marcas já atendem com muito sabor e qualidade esse nicho de mercado.

 

  1. Pense em você e tenha equilíbrio.

Não se sobrecarregue com toda a situação. Compartilhar o seu momento com familiares e amigos, ou até um terapeuta, será muito bom para você refletir e contornar o que vem sentido como mãe ou pai. Mas cuidado! Se você se sobrecarregar de mais pode acabar se exaltando e levando esse sentimento de insatisfação para o seu filho. Sentimento de culpa ou pena são péssimos para o processo. A criança pode ser pôr em papel de vítima ou culpado, o que não é nada saudável para o seu desenvolvimento social.

 

Esperamos ter colaborado com essas pequenas e breves dicas. E lembre-se, tudo isso deve ser praticado com muito amor e carinho. Infelizmente hoje não há outras maneiras de contornar a intolerância ou restrição alimentar, se não por meio de uma mudança alimentar. Mas ficamos felizes em poder atender esse mercado, e levar produtos com qualidade e sabor para muitas famílias e crianças celíacas. Buscando novidades e parcerias para auxiliar no processo, com uma alimentação mais saudável e correta e uma vida sem privações de alegria e lazer.

 

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